EU, CTHULHU: A VISÃO DE NEIL GAIMAN DOS PRIMEIROS ANOS DA ENTIDADE CÓSMICA CTHULHU.


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e1ntre 1982 e 1990, circulou pela Inglaterra o fanzine amador DAGON, editado por CARL T. FORD, que sem fins lucrativos oferecia material para o jogo de RPG, MITOS DE CTHULHU [Cthulhu Mythos], baseado no conto O CHAMADO DE CTHULHU do escritor norte-americano H. P. LOVECRAFT.  Vários escritores colaboravam com contos como, por exemplo, RAMSEY CAMPBELL , BRIAN LUMLEY , THOMAS LIGOTTI.

A edição Nº 16 da DAGON, datando 1987, contou com a colaboração de NEIL GAIMAN com o conto “EU, CTHULHU”, no qual descreve os primeiros anos da entidade cósmica CTHULHU, explicando sua origem e suas intenções.

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Em 2011, NEW CTHULHU: THE WEIRD foi publicado pela PRIME BOOKS, editado PAULA GURAN, contendo o conto de GAIMAN.

O conto se encontra atualmente disponível no site do autor neilgaiman.com, no entanto, DANILO RAMOS, traduziu-o [não oficialmente] para os aficionados pela lenda de CTHULHU:

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_Ilustração por Brian Elig, do site tor.com

Eu, Cthulhu

I.

cthulhu, eles me chamam. Grande Cthulhu. Ninguém pode  pronunciar isto certo.

Você está  anotando isso? Cada  palavra? Bom. Por  onde  devo começar  – hmm?

Muito bem, então.  Do começo. Anote  isso, Whateley.

Eu fora desovado há incontáveis éons  atrás,  em meio  à névoa negra  de  Khhaa’yngnaiih (não,  claro  que  não  sei  como  se  soletra isso.   Escreva   como   se   pronuncia.),  nascido  de   pais   saídos   de pesadelos inomináveis sob uma  lua minguante. Não  era a lua deste planeta, claro,  era  uma  lua  de verdade. Em certas  noites  preenchia mais da metade do céu e quando ela se levantava, podia-se assistir  o sangue gotejando por  sua  face inchada, manchando-a de vermelho, até cair e banhar totalmente os pântanos e torres  com uma  sangrenta e mortal luz vermelha.

 Aqueles eram os dias.

Ou melhor, as noites.  Nosso  lugar  possuía um tipo de sol, mas ele era velho,  mesmo naquela época.  Eu me lembro  que na noite em que  ele finalmente explodiu todos  nós rastejamos até  a praia  para assistir  o espetáculo. Mas eu estou me adiantando.

Eu nunca  conheci meus  pais.

Meu  pai  foi consumido pela  minha mãe  logo  depois de  tê-la fertilizado e ela,  por  sua vez,  foi comida  por  mim  logo  após  meu nascimento. Essa é minha primeira memória, como tudo  aconteceu. Eu me contorcendo e abrindo caminho para  fora, o gosto  forte  dela continua impregnado em meus  tentáculos.

Não    fique    tão   chocado,   Whateley.   Eu   acho   vocês   humanos igualmente repugnantes.

O   que    me   lembra,    será    que    esqueceram   de   alimentar shoggoth? Acho que o ouvi gemendo.

Passei meus  primeiros mil anos naqueles pântanos. Eu não era assim,  claro,  pois  eu tinha  a cor de uma  jovem truta  e era  mais  ou menos   quatro vezes  maior   que  seu  pé. Passei  a  maior   parte   do tempo me  arrastando por  cima  de  coisas  e as comendo e evitando ser arrastado e comido.

Então a minha juventude passou.

E um dia – acredito que era Terça – descobri que havia  mais na vida  que  comida.  (Sexo? Claro  que  não.  Eu não  vou  chegar  a este estágio  até a minha próxima estivação;  seu pequeno e fútil  planeta vai  estar  congelado até  lá).  Foi  naquela Terça-Feira   que  meu tio Hastur deslizou até a minha parte  do pântano com suas mandíbulas fundidas.

Aquilo   significava que  a  visita  não  era  com  a  intenção  de jantar, e que nós poderíamos conversar.

Agora  isso  é  uma  pergunta estúpida até  mesmo   para  você, Whateley.  Eu   não   uso nenhuma  das   minhas  bocas   para    me comunicar  com  você,  uso?  Pois  muito   bem. Mais  uma   pergunta como   essa   e   eu   irei   achar   outra    pessoa   para   anotar  minhas memórias. E você alimentará o shoggoth.

Nós estamos saindo, disse Hastur para mim. Você gostaria de nos acompanhar?

Nós? Perguntei a ele? Quem  seria “nós”?

Eu,  ele  disse,   Azathoth,  Yog-Sothoth,  Nyarlathotep, Tsathogghua,  Ia!  Shub   Niggurath,  o  jovem  Youggoth  e  alguns outros.  Você  sabe,   ele  disse,   os  garotos.  (Eu   estou   traduzindo livremente para  você  aqui,  Whateley, você compreende. A maioria deles  era  a, bi, ou  trissexual, e o velho  Ia! Shub  Niggurath era  na época  um  milênio mais  novo  que  todos  nós,  por  assim  dizer.  Esse ramo  da  família  sempre foi dado ao exagero).  Nós  estamos dando uma  saída,  ele  concluiu, e nós  estávamos querendo saber se você deseja um pouco  de diversão.

Eu não  lhe  respondi imediatamente. Para  falar  a verdade eu não   era   muito   chegado nos   meus   primos,  e  devido  a  alguma distorção nos planos sobrenaturais, eu sempre tive uma  grande dificuldade de enxergá-los claramente. Eles tendem a ficar confusos em  torno  das  bordas, e alguns deles  – Sabaoth,  no  caso  – tinham muitas bordas.

Mas  eu era  jovem, eu ansiava por  excitação.  “Tem  que  haver mais  na  vida  que  isso!”.  Eu  choraria, à medida que  o delicioso  e cadavérico cheiro  do  pântano se espalhasse ao meu redor,  e acima de mim  os ngau-ngau e os zitadors gritassem e vaiassem. Então  eu disse sim,  como  você  provavelmente  pensou, e  deslizei   atrás   de Hastur até o ponto de encontro.

Pelo  que   me  lembro   nós  passamos  a  lua   seguinte  inteira discutindo para  onde estávamos indo.  Azathoth tinha  seus corações na distante Shaggai,  e Nyarlathotep ansiava o Lugar  Inominável (Eu não  posso,  pela  vida,  saber  o porquê. A última vez  que estive  lá estava  tudo  fechado).  Era tudo  a mesma coisa para  mim,  Whateley. Qualquer lugar  úmido ou, de alguma maneira, sutilmente errado e eu me sinto  em casa. Mas Yog-Sothoth teve a ultima palavra, como sempre tem, e nós viemos  para  este plano.

Você conheceu Yog-Sothoth não  conheceu, minha criaturinha de duas  pernas?

Foi o que pensei.

Ele abriu  o caminho para  que nós viéssemos para  cá.

Para   ser   honesto,  eu   não   me   importei  muito    com   isso. Continuo não  me importando. Se eu  soubesse dos  problemas que nós  iríamos  ter,  duvido que  tivesse  me incomodado  também. Mas eu era tão jovem.

Pelo  que  me  lembro   nossa  primeira parada  fora  na  escura Carcosa.  Me  defequei de medo  naquele lugar.  Hoje em  dia  posso olhar  para  a sua espécie  sem estremecer, mas todas  aquelas pessoas, sem escamas  ou pseudópodes, me davam tremores.

O Rei de Amarelo foi o primeiro com quem  me deparei.

O  rei  tatterdemaliano. Você  não  o  conhece?  Necronomicon, página 704 (da edição  integral) cita a sua existência.  E eu creio que o idiota  do Prinn  também o menciona no De Vermis Mysteriis. E há o Chambers, é claro.

Enfim,   camarada   adorável   esse   rei,   só   depois  que    me acostumei com ele.

Foi ele que primeiro me deu a idéia.

Que   infernos  indizíveis  há   para   se   fazer   nessa   lúgubre dimensão? Eu o perguntei.

Ele riu.  Na  primeira vez  que  vim  aqui,  ele disse,  também me perguntei a  mesma coisa. Até  que  percebi  o  divertimento que  se pode   ter  conquistando estes  mundos estranhos, subjugando seus habitantes, fazendo-os temer  e adorar você. É realmente engraçado.

 Mas claro que os Grandes Antigos  não gostam disso. Os grandes antigos? Perguntei.

Não, ele disse, Grandes Antigos.  Com letras maiúsculas. Camaradas engraçados. Parecidos com  enormes barris  com  cabeça de estrelas-do-mar, com grandes asas membranosas que  usam  para voar pelo espaço.

Voar  pelo  espaço?  Voar?  Eu estava  chocado. Eu não  pensava que  alguém pudesse voar aqueles dias.  Por  que  se preocupar em voar   quando  se  pode   deslizar,  hein?   Eu  pude  ver   por   que   os chamavam de grandes antigos. Pardon, Grandes Antigos.

 O que esses Grandes Antigos  fazem? Perguntei ao Rei.

(Eu   irei   lhe   falar   tudo   sobre   esses   contrabandos  depois, Whateley. Desnecessário, eu acho. Seu velho wnaisngh’ang! Todavia talvez  os equipamentos de badminton sirvam muito  bem pra isso).

(Onde  eu estava?  Ah, sim.)

O que esses Grandes Antigos  faziam,  perguntei ao Rei.

Não  muito,  ele explicou.  Eles só não gostam que  mais alguém faça isso.

Eu ondulei, contorcendo meus  tentáculos como quem  diz “ Eu conheci  esse  tipo  de  ser  no  meu  tempo”, mas  sinto  que  o Rei não captou a mensagem.

 Você  sabe   de   algum   lugar   pronto  para   ser   conquistado? Perguntei a ele.

Ele balançou a mão  vagamente na  direção  de  um  pequeno e monótono grupo de estrelas.   Há  um  depois dali  que  talvez  você goste, ele me disse. É chamado de Terra. Um pouco  fora do caminho traçado, mas com muito  espaço  para  se locomover.

Criaturinha boba.

Isso é tudo  por hora, Whateley.

Diga a alguém para  alimentar o shoggoth quando você sair.

II.

Está pronto, Whateley?

Não  seja tolo. Eu sei que  falei para  você. Minha  memória está boa como sempre foi.

Phnglui mglwnafh Cthulhu R’lyeh wgah’nagl fthagn.

Você sabe o que isso significa,  não sabe?

Na sua casa em R’lyeh, Cthulhu, morto,  espera  sonhando.

Um exagero  justificado. Eu não venho  me sentindo muito  bem ultimamente.

Isso   é   uma    piada,   cabeça-única,  uma    piada.  Você   está anotando tudo?  Bom. Continue. Eu sei onde  nós paramos ontem.

 R’lyeh. Terra.

Esse é um  exemplo de como  as línguas mudam o significado das palavras. Que confusão. Eu não suporto isso. Em um tempo que R’lyeh era a Terra, ou pelo menos  a parte  que eu conheci,  apenas um monte  de água.  Agora  aqui  é apenas a minha pequena casa, latitude 47º 9’ sul, longitude 126° 43’ oeste.

Os Grandes Antigos.  Eles nos chamam de os Grandes Antigos agora,  como se não houvesse diferença entre  nós e os barriizinhos.

 Engraçado.

Então  eu vim para  a Terra,  e nesses  dias  ela tinha  muito  mais água  do que  tem hoje. Um ótimo  lugar,  os oceanos  eram  ricos como sopa  e  eu  adorei   os  moradores. Dagon   e os  meninos (digo  isso literalmente desta  vez). Nós  todos  vivíamos na água  nesses tempos que  já se foram,  e antes  que  você pudesse dizer  Cthulhu fthagn,  eu os tinha escravos,  construindo e cozinhando. E sendo  cozinhados, é claro.

 O  que  me  lembra,  há  algo  que  tenho  que  contar  para  você; Uma história verídica.

Havia  um navio  no oceano.  No Oceano  Pacífico. E nesse navio havia   um   mágico,   um ilusionista,  cuja   função   era   entreter  os passageiros. E havia  um papagaio.

Toda vez que o mágico  fazia um truque, o papagaio tratava de arruiná-lo. Como?  Ele dizia como havia  sido feito o truque, era isso. “Ele pôs  dentro da  manga”, o papagaio grasnava. Ou  “ele  está  no convés”  ou “tem um fundo falso”.

 O mágico  não gostava disso.

Finalmente chegou  o momento dele fazer o seu maior  truque. Ele o anunciou.

Subiu as mangas. Balançou  os braços.

E nesse momento o navio bateu  e chacoalhou para  um lado.

A submersa R’lyeh  havia  surgido logo  abaixo  deles.  Hordas dos  meus  servos, repugnantes homens-peixe, pululavam por  todos os lados,  capturando passageiros e a tripulação, e os arrastando para dentro das ondas.

R’lyeh   afundou  para    dentro  das   águas    mais   uma    vez, esperando o momento em  que  o pavoroso Cthulhu ressuscitará e reinará mais uma  vez.

Sozinho,  acima  das  águas  sujas,  o mágico  – deixado para  trás pelos  meus  batráquios estúpidos, que pagaram caro por  isso depois– flutuava, agarrado a uma  porta.  E então,  muito  acima  dele,  notou uma  pequena forma  verde.   Aquilo  vinha   devagar até  finalmente pousar em um pedaço de madeira flutuante nas proximidades e ele ver que era o papagaio.

O  papagaio inclinou a cabeça  para  um  lado  e olhou  para  o mágico.

 “Tudo  bem”, ele disse, “Eu desisto.  Como fez isso?”

É claro que é uma  história verídica, Whateley.

Será que o preto  Cthulhu, que se esgueirou pelas  estrelas  mais negras,  quando os  seus mais  terríveis pesadelos ainda   mamavam nas  pseudo-mamas de  suas  mães,  que espera pela  hora  em que  as estrelas  estejam na  conjunção para  nascer  de  novo  de  seu túmulo- palácio,   reviver  os  fiéis  e  retomar  suas   leis,  que   aguarda  para ensinar novamente os prazeres e a devassidão, será que ele mentiria para  você?

 Claro que mentiria.

Cale  a boca  Whateley, estou  falando. Eu não  me  importo se tenha  ouvido isso antes.

Nos  divertimos muito  naqueles dias,  carnificina e destruição, sacrifício   e  condenação, fluídos   e  lodo   e  limo,   e  jogos  sujos   e inomináveis. Comida e diversão. Foi uma  festa  bem  longa,  e todo mundo adorou, exceto  aqueles que  se viram  empalados em estacas de madeira entre  um pedaço de queijo e um de abacaxi.

Oh, havia  gigantes na terra naqueles dias. A festa não poderia durar para  sempre.

Dos céus eles vieram, com asas membranosas, e regras,  e regulamentos, e rotinas, e Dho-Hna sabe quantos mais formulários a serem  preenchidos em  quintuplicatas.  Burocratazinhos banais,  um monte  deles.  Você pode  ver  isso só de olhar  pra  cara  eles. Cabeças de cinco pontas – e cada cabeça que se olhava  tinha  cinco braços,  ou o que  quer que  fosse  (que  eu  poderia acrescentar, estavam todos sempre no  mesmo   lugar). Nenhum deles  tinha   a  imaginação de fazer crescer três braços, ou seis, ou cento e dois. Era sempre cinco.

Sem querer ofender.

Não nos demos muito  bem.

Eles não gostaram da minha festa.

Eles    bateram   nas    paredes   (metaforicamente).  Ninguém prestou atenção.  Então  começaram a argumentar. Discutir.  Brigar. E lutar.

 Ok,  nós  dissemos, vocês  querem o  mar,  vocês  podem ter  o mar.  Arrumamos nossas  coisas e fomos.  Nos mudamos para  terra  – era  um   lugar   muito   pantanoso  naquela  época   –  e  construímos estruturas  monolíticas gigantescas que  estavam muito   acima  das montanhas.

 Você sabe o que matou os dinossauros, Whateley? Fomos nós, em um churrasco.

Mas os desmancha-prazeres com cabeças  pontudas não conseguiram nos deixar  em paz. Eles tentaram mover  o planeta para mais  próximo do sol – ou foi para  mais  longe?  Eu nunca  realmente perguntei a eles.  Mas  próxima coisa  que  sei  é que  voltamos para debaixo  do mar de novo.

Você riria.

A cidade dos Grandes Antigos  pagou caro. Eles odiavam frio e secura,  assim  como  as suas criaturas. De repente eles  estavam em plena   Antártida,  seca   como   um   osso   e  fria   como   as  planícies perdidas da triplamente amaldiçoada Leng.

 Aqui termina a lição por hoje, Whateley.

E   por    favor,    mande   alguém  para    alimentar  o   maldito shoggoth.

III.

(Professor Armitage e Wilmarth, estão  ambos  convencidos de que  não  menos  do  que três  páginas do  manuscrito estão  perdidas nesse ponto.  Analisando o texto e seu comprimento. Concordo.)

As estrelas  tinham mudado, Whateley.

Imagine seu corpo  cortado longe  de sua cabeça, deixado como um  pedaço de  carne  em uma  mesa  fria  de  mármore,  tremendo  e asfixiando. Isso era o que era. A festa tinha acabado.

Nos matou.

Então, nós esperamos aqui embaixo.

De modo  nenhum. Eu não  ligo  coisa  inominável alguma. Eu posso  esperar.

Sento-me   aqui,   morto   e  sonhando,  assistindo  os  impérios formiga  dos  homens ascendendo e caindo,  sendo  construídos e se desintegrando.

Um  dia  – talvez  amanhã, talvez  em  mais  amanhãs que  a sua mente  débil possa mensurar – as estrelas  estarão perfeitamente conjugadas  nos  céus,  e o tempo da  destruição cairá sobre  nós:  Eu vou  surgir das  profundezas e terei  domínio do  mundo mais  uma vez.

Desordem e devassidão, comida,  sangue e sujeira,  eterno crepúsculo e pesadelos e os gritos  dos mortos e dos  não-mortos e o canto dos fiéis.

 E depois?

Vou deixar  este plano,  quando este mundo for um cinzeiro  frio orbitando um  sol sem luz. Vou  retornar para  o meu  lugar,  onde  o sangue goteja todas  as noites  da face da lua inchada como os olhos de um marinheiro afogado, e irei estivar.

Então  eu irei acasalar, e no fim irei sentir  a agitação  dentro de mim  e irei  sentir  o meu pequeno comer  seu  caminho para  fora  e para  a luz.

Hum.

Você está anotando tudo,  Whateley? Bom.

Bem, isso é tudo.  É o fim. Narrativa concluída. Adivinha o que iremos  fazer agora?  Isso mesmo. Iremos  alimentar o shoggoth.

Neil Gaiman, 1986.

Traduzido por: Danilo Ramos. 2016.

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_ Aficionado em Lovecraft? Nenhum pouco…


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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

http://www.yog-sothoth.com/wiki/index.php/Dagon,_Issue_16

http://www.yog-sothoth.com/wiki/index.php/DAGON_(Magazine)

http://www.yog-sothoth.com/wiki/index.php/Cthulhu_Mythos

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cthulhu

http://www.neilgaiman.com/p/Cool%20Stuff/Short%20Stories/I%20Cthulhu


 

2 Respostas para “EU, CTHULHU: A VISÃO DE NEIL GAIMAN DOS PRIMEIROS ANOS DA ENTIDADE CÓSMICA CTHULHU.

    • Fico imensamente feliz que tenha gostado. Um membro de um grupo de facebook postou a tradução que fez, eu pedi a permissão para transcrever no blog, sabendo também que o próprio Neil Gaiman disponibilizou- o no site pessoal dele, não vi nada mal algum deixar registrado aqui =) Sempre que posso tento postar sobre a vida e obra dele. Agradeço a visita =)

      Curtido por 1 pessoa

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